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Jogos Históricos: São Caetano 1 x 2 Olimpia - Copa Libertadores de 2002

Capitão Julio Cesar Enciso, ergue o tri-campeonato do Olímpia na Copa Libertadores.

O dia 31 de julho de 2002 foi histórico para o futebol sul-americano. O Pacaembu recebia a segunda e decisiva final entre São Caetano e Olimpia (PAR), uma das finais mais inusitadas da história da Copa Libertadores.

O Azulão, que tinha; Marcos Senna, o goleiro Silvio Luiz, Aílton, Roberto, Somália, Serginho e cia, vinha de atos gigantescos como os dois vice-campeonatos brasileiros em 2000 e 2001. 

Naquela Libertadores de 2002 o time do ABC Paulista bateu de frente e deixou times de tradição pelo caminho. Na fase de grupos, tirou Cerro Porteño (PAR) e Alianza Lima (PER). No mata-mata, passou por Universidad Católica (CHI), Peñarol (URU) e América (MEX).

Com um bi-campeonato, os paraguaios já eram consagrados na competição. Mesmo assim aquela equipe de 2002 não tinha uma grande qualidade técnica, todos jogadores eram operários, um time com a cara de libertadores.

Orteman e Daniel disputam bola, naquela final histórica no Estádio do Pacaembu.

Na fase de grupos o Olimpia passou em primeiro, num grupo que teve o Universidad Católica em segunda e posteriormente Once Caldas e Flamengo. Nas eliminatórias, derrubou o Cobreloa (CHI), e depois gigantes, como o Boca Juniors e Grêmio.

Na primeira partida, o São Caetano foi ao Paraguai e conseguiu uma espetacular vitória, por 1 a 0, gol de Ailton aos 16 minutos do segundo tempo. O time do interior paulista trazia para o Brasil uma grande vantagem, que podia marcar aquele time de guerreiros na história do futebol brasileiro.

Comissão técnica e jogadores que fizeram história no São Caetano.

No jogo de volta o time do ABC foi empurrado por mais de 30 mil torcedores no Pacaembu, boa parte composta por torcedores dos grandes times paulistas. A equipe liderada pelo técnico Jair Picerni, abriu o placar aos 31 minutos, com o mesmo Ailton, herói da vitória no duelo de ida. 

Tudo parecia se encaminhar para um título histórico do azulão, mas assim como nos anos seguintes, quis o destino que a equipe batesse a trave mais uma vez. O Olimpia conseguiu a virada em menos de dez minutos, com Córdoba e Baez. Um dos fatores que desestabilizou a equipe foi a expulsão do treinador Jair Picerni, ainda no primeiro tempo.

Como não existia o gol qualificado fora de casa, o duelo ficou empatado por 2 a 2 no agregado. Sendo assim a decisão foi para as penalidades máximas.  

Nas penalidades o time brasileiro não teve sorte. Marlon e Serginho perderam uma cobrança cada, enquanto Adãozinho e Marcos Senna converteram. Do outro lados, os paraguaios foram cirúrgicos e não erraram. Enciso, Orteman, López e Caballero balançaram as redes e garantiram o tri-campeonato do Olimpia na Copa Libertadores da América.

Jogadores do Olímpia fazem a festa após a vitória nos pênaltis. 

O título paraguaio foi bastante marcante, mas com certeza mais marcante ainda foi aquela saga histórica, de um São Caetano que tinha uma capacidade enorme de competir, contra qualquer adversário. 

FICHA TÉCNICA
São Caetano (2) 1 x 2 (4) Olimpia

Estádio: Pacaembu, em São Paulo-SP
Público: 32.000 torcedores
Árbitro: Oscar Julián Ruiz (COL)
Assistentes: Oswaldo Diaz e Eduardo Botero (COL)
Gols: Aílton (SCA), aos 31 minutos do 1º tempo; Córdoba (OLI), aos 4, e Baez (OLI), aos 14 minutos do 2º tempo
Cartões Amarelos: Cáceres, Benitez, Quintana e Orteman (OLI); Marcos Senna, Russo e Orteman (OLI)
Cartões Vermelhos: Jair Picerni (SCA) e Quintana (OLI)

São Caetano: Sílvio Luiz; Russo, Daniel, Dininho e Rubens Cardoso; Marcos Senna, Adãozinho, Aílton (Vágner) e Robert (Serginho); Somália e Anaílson (Marlon). Técnico: Jair Picerni.

Olimpia: Tavarelli; Isasi, Cáceres, Zelaya e Da Silva; Enciso, Quintana, Orteman e Córdoba (Caballero); Benitez (López) e Baez (Franco). Técnico: Nery Pumpido.

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